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Contador:

Não sei se daqui a instantes não explodirá sobre minha cabeça aquela bomba poderosa que foi inventada para matar inimigos que nao são meus inimigos, para destruir alguma coisa que eu não acho errada.
Quem sabe se daqui a instantes não matarão sonhos e ilusões de crianças, jovens e velhos que se abrigam embaixo deste sol e contemplam essas nuvens e esse luar que também é meu.
Quem sabe se daqui a instantes cairá sobre o meu pensamento uma forte rajada de solidão e medo, fazendo de mim alguém inferior, impossibilitada de ir à luta e não solidária ãs relações humanas por achá-las frias e enfadonhas.
Quem sabe se daqui a instantes não serei eu a gritar pela paz em todos os continentes e estender a mão aos desabrigados e aos que abrigam, aos desconsolados e aos que consolam, aos condenados e aos que condenam.
Quem sabe não serei eu a falar de Cristo e dizer a todos que apenas deveriam dar as mãos antes que a bomba estoure meus ouvidos e faça mudos meus pensamentos e impossibilite as minhas ações.
Antes que a bomba me faça empurrar meu irmão ao precipício e eu não saiba o porquê de aqui estar.
Antes que a bomba estoure....
(Bom dia meus amigos e amigas...Este poema escrevi no dia 30 de abril de 1982...Publicado em uma revista por causa dele recebi muitas cartas e entre essas cartas havia uma mais que especial. Hoje estou há 17 anos ao lado do "autor "da carta. O curioso foi que entre tantos foi ele somente quem percebeu que eu falava da bomba do egoísmo. Seja bem vindo(a) ao blog sempre...antes que a bomba estoure...)
E lá estava o menino a mendigar o pão...
E lá se viam crianças a revirar o lixo.
Porém,
Na outra face da vida as pessoas cobriam-se de jóias
e tomavam champagne.
E os meninos de cá tinham o essencial e o supérfluo!
Entre aqueles dois meninos não havia ponte
Foram construídos muros.
E eles jamais se igualaram,. jamais se encontraram.
Mas, eram filhos de seres humanos, racionais e humanos seres...
E meninos!
Ansiosos por crescerem...de olho aberto para a vida tentando conquistar seus lugares.
Uns desprovidos de tudo... Outros tendo tanto...
Mas jamais houve ponte entre os meninos...Jamais se igualaram, jamais se encontraram..
Foram eternamente meninos de lá e meninos de cá
Uns reviravam o lixo e procuravam a vida!
Outros tinham vida de meninos!
(Pobres de nós, seres perdidos, tontos de ilusões, desprovidos de amor) Bom dia meus amigos blogueiros!!! Hoje amanheci pensando nessas diferenças que nos faz construir muros... Um beijo no coraçao de cada um de voces.
Feito sonho a luz se expande...percebo voce
É você que a luz reflete e eu sinto que acende a noite
E o brilho é tão intenso que me vejo iluminada
Voce chega e eu diante de ti me ponho, absorta, inteira, muda
Sinto-me enfeitiçada..
Meu coraçao vacila e a alma fala
Mergulho entao no sonho e no doce encanto que vem de ti
E no segundo instante sem nada premeditado
Num impulso verdadeiro meu coraçao pulsará
E o encontro é apenas sonho
Que minha alma acende.

Acordei ao som de I WANNA HOLD YOUR HAND lembra desta? Se lembrou é porque voce também esteve nos tais "bailinhos de garagem", fez parte daquela turma que fazia versos, tocava violão (todo mundo tocava violão) tempo dos bailinhos onde havia uma rosa que passava de mão em mão, tempo das paqueras, do andar de carro até afundar a rua, tempo de olhar nos olhos que chamávamos de "secada" e apesar dos cabelos compridos e das roupas coloridas era preciso primeiro lentamente aproximar-se, depois o toque das mãos, bem mais tarde o beijo e por fim o namoro... buscar na saída da escola, pagar o sorvete, ir no cinema na companhia "da vela "...todo casal de namoradinhos tinha que suportar a "vela"que era um irmão, a irmã ou entao a prima.
Tempo em que nao haviam shoppings mas havia a pracinha, a rua principal, o clube ou entao a meninada se reunia na calçada e ficava a contemplar de longe os rapazes que passavam e se esvaiam em olhares...Eitaaa tempinho do rosto vermelho, pudor, da luz negra nas boates onde ficava aparecendo tudo o que fosse branco e estivesse embaixo.
E o biotonico fontoura entao...todo mundo sabia o gosto..Tinha que tomar! Emulsao scoth, semente de abóbora secadas ao sol, (será que a gente tinha tanto bicho na barriguinha? hehehe) a televisao com aquele plástico na frente que a deixava colorida..Telefunkem...a calça OP verde limão com aquela camiseta hang loose cor de laranja (que combinação fantástica!) as figurinhas ping pong com os jogadores do campeonato nacional...Quem nao lembra da TV Pirata, a geléia de mocotó imbasa, o capitão asa, o tennis MontReal, tempos em que se ouvia dizer assim na propaganda "todo mundo é gente moça quando a calça é far-west "..
E o Garibaldo, o Enio e o Beto da Vila Sésamo, o Garoto Juca, as balas chita ou Soft (aquela durinha que engasgava as crianças) entao na Ilha da Fantasia todo mundo sonhava e odiava o Tatu aquele anão muito feio.... (Engraçado, fecho os olhos e sei de cor a cara dele) ...e o sonho das meninas(hoje já namoram) mas naqueles tempos era chamado Ceci ou Berlinetinha...a Monark, BMX Pantera... os bonecos Lango Lango, a coleção de fofoletes, o toppo giggio, a idéia "tem um tigre no meu carro"...
Hummm esse post ta cheirando naftalina ou voce ja sente o cheiro da Accua Velva Bozzano?
Vai um gole de licor de cacau Xavier? Ou prefere um guaraná caçula? Seria bom tomar algo prá engolir o mandiopã porque depois deste post voce com certeza vai assistir Nacional kids contra os Inkas Venuzianos ou entao vai morrer de saudade ouvindo Vanusa cantar "e o sol nas manhãs de setembro "...
Bem..esta quinta feira...tá com cara de antiguidades. Nao que eu seja antiga...até estou bem novinha... Mas já estamos há horas aqui sentados... A coluna Vertebral até já está reclamando...que tal... Quer um emplastro Sabiá?
Beijosssss porque vou pular corda cantando aquela musiquinha "um homem bateu na minha porta e eu a-bri...senhoras e senhores bota a mao no chão...... (hihihihihihihi)
É como se fôssemos dependentes e eternamente livres
É como se chegasses definitivamente e não partisses jamais
É como voltar a ser adolescente , tremer, sentir o coração aos sobressaltos
E estar enamorada por inteiro.
Mas é ainda muito mais!
É como ouvir no outro o eco de uma mesma voz
É como ir dormir sem sono para recordar tudo outra vez
É magia sem mágica, é encanto, é saudade, é vontade, é amor.
Êxtase puro que desenha no céu da tua alma os vôos mais bonitos
Ë a chama que me chama, que me leva, que te abriga, que te traz
É o calor de teu abraço, é o gostoso desse amasso é a sinfonia de lábios que se unem
Mas é ainda o espaço, cumplicidade, respeito,
O carinho, proteçao, dançar de rosto colado, seduçao...
É sonhar um mesmo sonho e viver a dolce vita jurando a mesma jura
É a forma, o segredo, companhia, nao ter medo...
Paz na alma, pele, arrepio, virilidade, complemento, tesào.
E nunca mais aquele vazio mesmo na dor, na desgraça, lado a lado , companhia...
Ë como se fosse falar de algo eterno...único...apesar do tempo e dos dias
É amor.
Amor que veio prá ficar!
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NOITE...
Sem sono na noite
A noite que é noite
Que nem quer saber.
Pensando na noite
Na noite interior
Na fossa
Na peça que a vida pregou.
E a noite é calada
Nem zanga ou reclama
É noite afinal!
Sem voce nesta noite
E em todas as noites
É noite , coraçao.
Dorme...
Procura no sono a alegria
O incentivo
A razão.
Buscando na noite
O porque
O porque de quê?
É só agonia...
Talvez rebeldia
É só solidão.
E seguir sozinho
Meu coraçao já nao quer
Já nao sabe.
Ah! Se voce soubesse
E viesse e ficasse...
Então coração
Nessa noite mais dia
Até sorriria
Até choraria
Talvez emoção!
É saudade na noite
Essa noite que fica
Escurece
Enegrece
Essa noite tão fria!
Sem sono na noite
A noite que é noite
Que nem quer saber.
Olho para fora logo cedo...os pássaros cantam apesar da manhã encoberta e cinza. Lembro entao de uma cronica que Paulo Castro escreveu que dizia: Te desejo um dia feio!
Penso entao na umidade desta manhã encoberta...roupas escuras, sorrisos apagados, pressa, correria, muitos carros, buzinas, o cenário é cinza e o dia toma ares de nostalgia, talvez tristeza.
Houvesse sol a paisagem refletiria o brilho amarelo, haveriam dentes à mostra, as pessoas estariam iluminadas, haveria pressa e correria mas nao teria esse ar cinzento desta manha outonal.
Entao eu me resguardo dentro de meus próprios pensamentos e digo para mim mesma: hoje é um dia para se resguardar do mundo. E como tantos permaneci em casa.
Mas entao percebi que para algumas pessoas este nao foi um dia cinza. Haviam crianças sorrindo pela presença dos pais e pelo tempo que puderam ter juntos. Talvez o dia cinza, o mau tempo tivesse cancelado os vôos, retardado as reuniões importantes, atrapalhado os negócios na grande corrida pela vida... Mas no céu interior de muitas pessoas nunca o sol brilhou tanto.
E aconteceram vôos maravilhosos apesar da chuva e da neblina.
Foi resgatado neste dia feio o encanto e a beleza de um céu interior onde as pessoas permaneceram algum tempo a mais juntas, desfrutando o sabor da presença, da companhia, do afeto, do abraço, da interaçao.
E se ouviram atras das vidraças, o riso, a sinfonia de crianças pulando de alegria, o balbuciar de palavras, o barulho de maos encontrando mãos, ombros, abraçar, olhar nos olhos...sinfonia!
Foi um dia cinza mas nao foi a cor cinza que pintou o dia.
No colorido da alma os sonhos eram multicores
E a alegria fez brotar as flores!!!!
(da proxima vez que chover...te desejarei um dia bem feio!)

Pequena criança, ninguém tem pena, por seres pequena, por nada saber...(ou até por saber muito mais que deveria). Você é pequena, é linda, amena, qual sol de verão...te sentes confusa, te sentes chateada, ninguém esta sabendo, ninguém está querendo contigo brincar. Nasceste quem sabe de um êrro, quem sabe fizeram você por fazer..
Mas sabe, eu quando te vejo,começo a pensar... Não tens o papai, não tens o conselho, o carinho, faltou até a surra, quem sabe o abraço, faltou teu senhor!
Não tens a mamãe, aquela que abraça, que ensina a trapaça, que canta e vela todo teu sonhar, e faz a liçao e senta do lado, faltou a senhora, faltou o teu lar!
E em casa emprestada, que nunca é tua, em meio aos botões, em meio à rua, voce cresce. Sozinho, chorando escondido, sofrendo calado e ouve falarem palavras como menino atrevido, menino malvado, até revoltado...ninguém quer saber o porquê. (ou porquês)
Eles nao sabem que teus sentimentos sao grandes e fortes , que nao és o culpado dos erros de alguém , nao és o culpado da correria, da vida ...do tempo que voa. E como se fosse um pequeno emprestado voce vai vivendo...
De restos, migalhas (de pão ou de amor) !
E voce se chateia, se zanga, esperneia , pode até explodir. Que falta de faz o brincar. Que ciúme te traz o menino vizinho. Como é grande a ferida do teu coraçao!
Ensina pequeno, ensina a essa gente que amar é tao nobre, tao terno, tao quente...QUE AMAR VALE A PENA, que amor é um dia de sol!
Pequena criança! Que falta te faz o abraço!
Quem sabe eu nao consegui ser gaivota e estar livremente entre as nuvens, pela gaiola que era meu medo maior... Quem sabe eu nao consegui ser orvalho e estar nas manhas ensolaradas porque o arrebol era um susto para mim...Quem sabe eu nao consegui ser monstanha, estrela ou horizonte porque as grades de minhas portas e janelas impediam-me de tentar... Quem sabe eu deixei de ser tanto pelo empurrão leve e necessário que me faltou. Quem sabe por ser do meu modo e amar estrelas, vento ou sol, e calar frente ao mundo quando se mostra frio e indiferente e até nem sonhar por nao querer e até nem amar por não saber... por uma simples covardia que apagou em mim essas cores, essas luzes, essas asas...essa réstia enorme de horizonte! E me fez assim, como em gaiola a espreitar lá fora sem ter vontade de estar sem solidão.
Meu pai me disse: Filho, já vão distantes aqueles anos
Em que amar era ouvir estrelas, serenatas nas janelas
E entao quando a janela abria, aparecia a deusa
E o encanto do momento, por si só, já era felicidade!
Olhei seu rosto, amassado pelas rugas e lhe abracei...
Mas ele disse: Filho, a vida foi passando
Pelo muito pensar o cabelos branquearam
Mas ao meu lado, a mocinha da janela
Palmilhou todo chão e apesar dos anos é ainda o bem querer
Por quem minha alma se encantou.
Eu, que era menino e ainda crescia
Pus meus sonhos no horizonte e imaginei que um dia lá também eu chegaria.
Nao fiz serenatas mas mandei bombons e flores
E o encanto era a menina que comigo caminhava
Que ao meu lado cada sonho ajudava alcançar.
Pensei que a vida seria encanto
Pensei que sombras nao haveriam e o sol nasceria em cada canto
Hoje, trago no peito o soluço
Já tenho na alma o cansaço porque me embrenhei na vida e subida foi tao íngreme
Que nao me permitiu buscar
os sonhos que eu sonhei.
E enquanto escrevo meus versos
Vejo um menino a correr...
Entendo entao o menino, entendo agora o meu pai
Mas me demoro e nao percebo que o moleque já cresceu
Tornou-se homem, é meu filho, vejo nele o sonho meu.
Mas se pudesse diria:
Filho, nao ponha alto teus sonhos!
No jogo que é a vida, sinta o gosto da partida
O sonho ao alcance da mão...
Porque a vida acorda o tempo
E voce esquece a cançao.
Hoje, por certo este homem
Que longe, cansado vai
Chegaria ao pé do ouvido e diria ao seu pai:
Viverei aqui meu velho...
Mas prometo nao cansar
Porque coloco meus sonhos
Aonde os posso alcançar!
E o menino... nao ouviu
Olhou para mim e partiu.
Corre, voa, lá está ele aonde me ponho
Correndo atrás do sonho.
(este poema fala da vida, efemera...porém o amor é o que mais importa!)
Mundo materialista
Congênere
Materializado.
Civilizaçao gasta
Estritamente opaca,
Confusa,
Material.
Gente desumana,
Falsa,
Congélida,
Lucrativa.
Coraçoes ofuscados,
Enfadados,
Solitários,
Certamente, infelizes!

Depois de um fracasso adquirimos sempre maturidade para assumir a liberdade de um novo jeito de viver...
E como é bonito ver crescer dentro da gente esse grito de encontro, de entendimento, de aceitaçao...
E quando fazemos as pazes com nosso próprio sentir, quando escolhemos o nosso proprio caminho...brota da gente uma nova liberdade que nos faz criar asas e voamos para um país diferente.
O país das pessoas que nao se abatem por fracassos nem se perdem em incertezas. E entao nos volta ao rosto o antigo sorriso e nossos passos passam a ser guias e mestres confiantes.
Inicia entao nossa luta pelo melhor de tudo e passamos a buscar a PAZ interior. Paz que só conhecem aqueles coraçoes experientes que já sentiram o sabor das lágrimas e do riso.
Essa paz procurada e encontrada num pequeno e bonito mundo...chamado liberdade. Liberdade que esta sempre dentro de nós!!!
Liberdade, que esta sempre dentro de nós!!!!
Se hoje choras
Amanha é outro dia: sorrirás!
Mas se sorrisses hoje
E amanhã continuasses sorrindo
Terias dois dias repletos de amor.

Sendo jovem
Senti o gosto da vida e fiz castelos no ar
Para onde muitas vezes voei e me encantei.
Meu coraçao tão liberto me fez estrelas conquistar
E livremente cantei...
Mas o mundo com a cara carrancuda
Mostrou que da alta torre eu precisava descer...
E o sonho era sonho e entao eu acordei.
Via sempre ser tao tarde interagindo coma vida
Quase esquecia do sonho
Apenas o gosto, o cheiro, o desejo...
Eu me calei, desencantei e chorei!
Hoje
Do castelo só a lembrança...mas canto a saudade do menino
Canto a alegria e o prazer do sonho
Canto os amigos que a vida me deu
Choro a saudade que quem já passou...
E no rumo que a vida escolheu
Meu lembrar é saudade do que fui e esqueci
Do que tive e perdi
Do que quis mas nao consegui...
Porque a vida fez calar o meu sonho
Porque viver nao é sonho
Viver é real.!!!![]()
Ando no rumo do vento
Vou como ele na busca, no encontro, na paz, na alegria
Sou como esta folha seca de outono
E por hora transmito a beleza que há nos caminhos.
Passo agitando
Vibrante ou calada carrego no peito a grandeza de um coraçao
A nobreza de alguém que quer muito
E sonha que ainda vai chegar lá
Estou na trajetória do tempo!
Ora passante, egoísta, exigente
Ora parada, calada, carente...
Desperta!
Quero encontrar-te comigo em meu tempo
Deixa essa carga, esse fardo pesado
Reparte comigo teu dia, teu sonho
Vamos unidos sermos mais gente
E, percorrer como tantos outros
Essa mesma trajetória
Essa busca incessante de sonhos.
Ahhh que dia lindo! Promessa de vida...
