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Diante da vida passo calado
Mas dentro de mim ecoa meu grito...
Gritos que ecoam trancados no peito
Em razao do que vejo e sinto e nao posso falar.
Há gritos
Lacrados, trancados, sonhados...
Não ditos.
Gritos das dores de amores,
Das estradas cortadas,
Dos caminhos que se acabaram,
Das vidas que partiram,
Dos sonhos que não chegaram.
Gritos que vêem olhos perdidos,
Corações vazios, almas que choram,
Rebeliões da vida.
E são tantos os devaneios que minha alma
De gritar anda perdida.
E eu sou uma amostra
Do que não há dentro de mim.
Meu coração que chora
Fala ao mundo
Do amor que sorri.
Eu, apenas incógnita
Ser indecifrado
Apenas alguém
Na multidão .
Com meu grito trancado no peito.
.............................................................colei aqui teu comentario Graças...pois realmente este verso brotou igual.
[Graças]
Há um verso de seu poema que nos remete à Florbela Espanca. Você a homenageou talvez até sem perceber. Mas fez bem. Fanatismo Minh'alma de sonhar-te, anda perdida Meus olhos andam cegos te ver! Não és sequer razão do meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida! Não vejo nada assim enlouquecida... Passo no mundo, meu Amor, a ler No misterioso livro do teu ser A mesma história tantas vezes lida! "Tudo no mundo é frágil, tudo passa..." Quando me dizem isto, toda a graça Duma boca divina fala em mim! E, olhos postos em ti, digo de rastros: "Ah! Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."
Um instante sonhado
Ou o instante vivido.
O tempo passante
Ou a miragem da vida.
Pessoas e dons, somos nós.
Pessoas e coisas, ainda somos.
Pessoas e lugares...ficam sempre.
Marcas. Pra sempre marcada a vida.
Efemeridade do tempo
Quando procuramos os braços
E abraçamos.
Os risos e sorrimos.
Mas um dia
O espelho dirá que o tempo
Fez de nós um poema escondido,
Nao lido.
Simplesmente poema...
E passamos a vida
Sabendo pouco de nós.
Poemas
Apenas poemas, simples poemas,
Grandiosamente poemas...
Recitados pelo tempo.

Mergulho num sonho qualquer em busca de mim
Vejo-me na estrada porém, de passos lentos, talvez cansada por andar sem o sabor melhor da vida.
Procuro amigos, sonhos perdidos, procuro o jardim cheio de rosas
Que me disseram haver.
Nada sei nem posso. Sei que o meu lugar é aqui nesta jornada
E nem foi o jornadear que escolhi.
Distancio-me de mim
E então me revigoro. Sorriso vem.
Em que parte da vida me perdi?